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                    <title>TIGblogs - Bruno Alencar's TIGBlog</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/</link> 
                    <description>What's on the minds of young leaders from around the globe?</description> 
                    <language>en-us</language> 
             
                <item> 
                    <title>Notícias do Velho Chico</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/355621</link> 
                    <description><![CDATA[Movimentos definem rumos da luta contra a transposição do rio São Francisco<br />
Em Sobradinho (BA), cerca de 200 representantes de organizações sociais reafirmam a luta popular contra o megaempreendimento do governo Lula<br />
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03/03/2008<br />
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Clarice Tavares e Maria Luisa Mendonça,<br />
de Sobradinho (Bahia)<br />
Texto está em circulação na REJUMA (Rede de Juventudade para o Meio Ambiente)<br />
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Apesar de ter chovido pouco este ano, há sinais de primavera no sertão nordestino. A estrada que leva a Sobradinho está cheia de flores, que brotam amarelas, roxas, brancas e cor-de-rosa, como se anunciassem boas-vindas às caravanas que vieram de todo o nordeste e de outras regiões do país para a Conferência dos Povos do São Francisco e do Semi-Árido, de 25 a 27 de fevereiro. Este foi o primeiro momento de reencontro dos movimentos que estiveram mobilizados durante a greve de fome de D. Luiz Cappio, que durou 24 dias e terminou em 21 de dezembro de 2007.<br />
Como encaminhamentos: luta popular e a construção durante todo o ano, reunindo a diversidade de entidades e regiões. Mais uma vez é reafirmada a posição contrária ao projeto de transposição de águas do rio São Francisco e tudo o que ele representa. "Há um aprofundamento, sinto que os movimentos ganharam um novo impulso e estão dando uma resposta positiva no sentido de buscar meios de apontar por onde vamos caminhar e com que forças vamos contar", disse o bispo Luiz Cappio (Leia a Carta de Sobradinho com as definições assinadas pelas organizações).<br />
Ele afirmou que "infelizmente o governo quer realizar a obra a qualquer custo", mas disse ainda acreditar que o super projeto será mais uma falácia contra a vontade popular e que "não deve ser concluída" por causa das implicações "econômicas, sociais, éticas e ambientais".<br />
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O bispo esteve 24 dias em jejum, no final do ano passado, contra o projeto de transposição do rio São Francisco. Durante o ato as organizações sociais e movimentos populares idealizaram a organização da Conferência. O local escolhido para realização, Sobradinho (BA), simboliza todo o processo de degradação evidenciado com a presença da hidrelétrica e barragem, cercada de mazelas e pessoas em situação de miséria.<br />
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Água no Nordeste<br />
Durante os três dias de palestras, debates e plenárias, alguns dados chamaram a atenção dos participantes, cerca de 200 pessoas de mais de 90 organizações sociais e movimentos populares, como os números apresentados pelo engenheiro Manoel Bonfim, que já foi diretor da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS).<br />
Um dos mais importantes estudiosos da região, o professor Manoel Bonfim explica que "é mentira dizer que no Nordeste não tem água". Segundo ele, no Semi-Árido brasileiro, chove mais do que a média mundial para esse tipo de bioma. O problema é o alto grau de evaporação, que chega a 80%. Porém, dos 20% restantes só 1% da água das chuvas é aproveitada. "Temos 70 mil açudes na região, com capacidade quinze vezes maior do que a Baía da Guanabara. Essa água seria suficiente para todos os usos, mas faltam adutoras e obras complementares para distribuição, o que evitaria o desperdício com a evaporação, pois as águas não ficariam paradas. Além disso, há muita água subterrânea, que seria suficiente para abastecer toda a população nordestina", avalia.<br />
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Os números apresentados por Bonfim mostram que a transposição seria realmente desnecessária. O projeto prevê o desvio de 2 bilhões de metros cúbicos de água do São Francisco. Somente o açude de Castanhão, no Ceará, acumula 6 bilhões de metros cúbicos por ano, sendo que, destes, 2 bilhões evaporam. Portanto, a quantidade de água utilizada com a transposição apenas compensaria o que evapora neste açude.<br />
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"Nós temos dois desafios, o primeiro é o combate a seca e o outro é a convivência com o semi-árido", argumentou Luciano Silveira, da Articulação do Semi-Árido (ASA), na Paraíba. Ele disse que o primeiro item deve perpetuar a indústria mantida por forças políticas, o segundo requer a aplicação alternativas equilibradas e compatíveis com a realidade do lugar.<br />
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"Nossa luta tomou uma dimensão nacional e internacional, mas este local representa a rebeldia e a resistência dos povos, que devem ser entendidas como um processo", explica Rubens Siqueira, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que lembrou os diversos momentos de mobilização contra a transposição, como as ocupações durante o Abril Vermelho, o acampamento em Cabrobó, as retomadas de terras dos povos Truká, a romaria da terra em Minas Gerais, a ocupação da barragem de Sobradinho, o fechamento da ponte entre Juazeiro e Petrolina, além de manifestações e jejuns solidários, em 2007.<br />
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Derli Casali, do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), faz uma análise da atuação de grandes empresas na região. "O Nordeste deixou de ser apenas fornecedor de mão-de-obra barata. Hoje o capital tem interesse nos recursos estratégicos e bens naturais da caatinga, que é rica em biodiversidade. A transposição parte desta lógica de grandes projetos, no contexto do PAC (Programa de Aceleração do crescimento) e da IIRSA (Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana)".<br />
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Luciano Silveira, da Articulação do Semi-Àrido (ASA), apresenta uma crítica ao modelo de desenvolvimento adotado historicamente na região, que concentra terra e água. "O problema é de natureza política. É claro que para uma população difusa, que sofre com a seca, só funcionariam técnicas difusas de distribuição de água, como barragens sucessivas, subterrâneas, cisternas, mandalas e outras técnicas simples. A caatinga é um grande patrimônio genético, mas está sendo destruída. É preciso resgatar os saberes locais de convivência com o Semi-Árido."<br />
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O agricultor José Santana, do MPA, explica que "este modelo que chamam de desenvolvimento impõe a monocultura e destrói nosso modo de vida. A sabedoria dos camponeses é um tesouro acumulado e precisamos lutar para permanecer no campo". Rita de Cássia, militante do MPA, completa o argumento: "Há plantas que só existem nessa região, mas nossas sementes estão sendo roubadas por grandes empresas. O desafio dos camponeses é permanecer na terra, com vida digna".<br />
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São Francisco seco<br />
Muitos outros depoimentos denunciam a destruição do São Francisco. Em Sergipe, há trechos onde o rio está completamente seco e a população atravessa seu leito de moto. O professor Manoel Bonfim diz que, em muitos lugares, a água do São Francisco está salgada, pois o rio perdeu sua força contra o mar. No Norte de Minas Gerais, pescadores contam que a poluição da mineradora Votorantim causou a morte de 80 mil toneladas de surubim. "Para nós, o rio é fonte de vida e alimento. Este projeto da transposição representa uma segunda colonização e a morte dos povos indígenas", afirma Marcos Sabarú, representante do povo Truká.<br />
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Andréa Zellhuber, da CPT, diz que o alto consumo de água para a agricultura baseada no monocultivo irrigado está causando um processo de desertificação no semi-árido e a transposição agravaria este problema. Outra preocupação é a devastação do cerrado, onde estão localizadas as nascentes do São Francisco. A erosão dos solos do cerrado causa o assoreamento dos rios. Hoje a profundidade média do São Francisco é de 1 metro e quase não existe navegação.<br />
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O governo tem utilizado o argumento da revitalização do rio como "moeda de troca" da transposição, inclusive com a promessa de fazer a reforma agrária na região. O ambientalista Henrique Cortez explica que, "Se o governo fizer 6 km de assentamentos com irrigação, como promete, não haverá água suficiente para abastecer o eixo norte do projeto. Está claro que isso é uma mentira". Para Derli Casali, do MPA, "A transposição inviabilizaria qualquer tentativa de revitalização do São Francisco, pois são projetos antagônicos".<br />
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Além da conferência, foram organizadas outras atividades com o povo de Sobradinho, que hospedou a maioria dos delegados de outros estados. Em um desses eventos, D. Cappio lembrou que "essa luta não é como um jogo de futebol, que dura 90 minutos. A luta da vida tem o tamanho da nossa vida". <br />
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UMA CONCLUSÂO PESSOAL<br />
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Faz-se necessário sim obras que afetem os povos do semi-árido, mas obras de menor porte para atender realmente as populações da região, otimizado a infra-estrutura já existente na região como os açudes, fazendo comunicação entre eles para melhor atender os seus usuários.<br />
É condenável a atitude do governo ao servir puramente aos interesses de um pequeno grupo de pessoas e empresas em detrimento das necessidades coletivas e o que é pior defendendo em seu discurso, que a obra é em beneficio das populações que podem vir a ser, se as obras forem concluídas, as mais prejudicadas com o esgotamento do Rio.  <br />
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]]></description> 
					<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 23:49:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Bolsa anti-desmatamento</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/354479</link> 
                    <description><![CDATA[Ministra defende "bolsa-floresta" para agricultores<br />
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IURI DANTAS<br />
da Folha de S.Paulo<br />
03/04/2008 - 08h27<br />
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O Ministério do Meio Ambiente tenta criar, ainda neste ano, uma espécie de "bolsa-floresta", com o pagamento de valores mensais a agricultores que realizem a "prestação de serviços ambientais", como a conservação de florestas ou recuperação de áreas degradadas.<br />
<br />
A proposta ressuscita o Pró-Ambiente, um projeto pioneiro do começo da década que nunca ganhou escala. Desta vez, de início, seria criado um fundo de R$ 100 milhões.<br />
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, confirmou na quarta-feira (2) a intenção. "O Brasil está disposto a ir visitar outros países e trazer o projeto para cá, como fez com projetos de gestão de florestas públicas."<br />
<br />
Segundo a ministra, o governo já teria aprovado a necessidade de um projeto como esse, e colocar em prática o pagamento mensal seria uma "prioridade". "Não é prioridade só do Ministério do Meio Ambiente, mas de todo o governo."<br />
<br />
A ministra participou do lançamento de um estudo da FAO (órgão das Nações Unidas para a alimentação e agricultura) que defende o pagamento a agricultores por serviços ambientais. "Este tema novo requer atenção e prioridade mundial para poder atingir objetivos de sustentabilidade do sistema que está suprindo a demanda mundial por alimentos", avaliou o representante da FAO no Brasil, José Tubino.<br />
<br />
O estudo da FAO assinala que a maior demanda mundial por produtos agrícolas --para alimentação, vestuário e produção de biocombustíveis-- criou uma pressão ambiental sem precedentes sobre a produção do campo.<br />
<br />
O pagamento a agricultores funcionaria, nesse caso, para atenuar a destruição.<br />
<br />
Nos bastidores, a equipe de Marina Silva vem negociando com o Ministério do Planejamento a constituição desse fundo e a origem dos recursos --que viriam basicamente do Orçamento federal. Antes, será preciso aprovar uma lei específica no Congresso autorizando o repasse direto do dinheiro.<br />
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Exemplo externo<br />
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Ainda não foi definido o critério para a remuneração dos produtores, se será por número de hectares, famílias ou porcentagem de área verde preservada. Como parâmetro, o governo pretende conhecer iniciativas semelhantes em vigor na Costa Rica e no México.<br />
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"Este é um mecanismo para fazer o enfrentamento das mudanças climáticas. Estamos querendo fazer o pagamento para quem contribuir efetivamente na conservação", afirmou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krakhecke.<br />
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Por não dispor de arcabouço jurídico para repassar dinheiro aos produtores, o Ministério do Meio Ambiente realiza o Pró-Ambiente em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que repassa R$ 100 mensais a famílias que adotam boas práticas ambientais. ]]></description> 
					<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 23:02:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Desafios pós Kyoto</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/354175</link> 
                    <description><![CDATA[COM BRASILEIRO À FRENTE, MUNDO COMEÇA A NEGOCIAR NOVO ACORDO CONTRA EMISSÕES<br />
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CLAUDIO ANGELO<br />
Editor de Ciência da Folha de S.Paulo<br />
<br />
Começam nesta segunda-feira na Tailândia, com um brasileiro à frente, as negociações do novo acordo destinado a reduzir as emissões emissões de gases-estufa, protegendo a Terra dos piores efeitos do aquecimento global.<br />
<br />
Diplomatas de 190 países e da União Européia se reúnem em Bancoc durante esta semana para debater um plano de ação que conduza, em 2009, ao tratado climático que substituirá e ampliará as metas do Protocolo de Kyoto a partir de 2013 (Kyoto vence em 2012).<br />
<br />
Esta é a primeira reunião da Convenção do Clima das Nações Unidas depois do ano passado, quando foi aprovado em Bali (Indonésia) um acordo histórico de lançar as negociações para o acordo pós-2012.<br />
<br />
O chamado Mapa do Caminho de Bali, um rascunho de plano de ação, estabelece que países hoje desobrigados de cortar emissões, como os gigantes do Terceiro Mundo, devam adotar compromissos "mensuráveis, reportáveis e verificáveis" para agir no clima. Ele põe esses países e os EUA num "trilho" de negociação diferente do do Protocolo de Kyoto, mas obriga os Estados Unidos a adotar ações "equivalentes" às dos 37 países industrializados que continuam negociando metas mais ambiciosas sob o "trilho" do protocolo.<br />
<br />
O Mapa do Caminho também estabelece os quatro eixos do novo acordo: metas globais para redução de emissões --o ponto mais controverso, que ficou de fora da decisão de Bali--, adaptação à mudança climática, financiamento aos países em desenvolvimento e transferência de tecnologia.<br />
<br />
"Em Bancoc vamos estabelecer o programa de trabalho do novo processo, mas também começar imediatamente os debates em torno dos pontos identificados no plano de ação de Bali", disse à Folha o diplomata brasileiro Luiz Alberto Figueiredo Machado.<br />
<br />
Quente ou frio<br />
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Figueiredo é o presidente do grupo que negocia o acordo pós-2012. Da habilidade política do ministro do Itamaraty depende em parte o futuro próximo do processo.<br />
<br />
Se ele se comportar apenas como manda o figurino, o encontro de Bancoc --e os que virão em seguida neste ano-- definirá apenas cronogramas e outras questões burocráticas. Isso colocaria em risco toda a negociação, já que os temas que estão na mesa são complexos e os países campeões de emissões estão divididos sobre eles. Um impasse em 2008 pode atrasar o processo a ponto de impedir um acordo em 2009 --prazo crítico para que ele comece a vigorar em 2013.<br />
<br />
O brasileiro, no entanto, tem pressa. Seu plano é começar desde já a rascunhar o texto do novo acordo, tratando primeiro dos temas menos polêmicos (transferência de tecnologia, adaptação e financiamento).<br />
<br />
A principal dificuldade é a de sempre: como distribuir o sacrifício. A União Européia quer uma meta de corte de 25% a 40% das emissões até 2020 (em relação aos níveis de 1990). O Japão quer estabelecer metas não nacionais, mas por setor da economia. Os EUA, maiores emissores do mundo, resistem a metas nacionais obrigatórias enquanto China e Índia não as adotarem. Para o secretário-executivo da Convenção do Clima, Yvo de Boer, isso "não é realista". "A responsabilidade histórica pelo problema é das nações industriais", afirmou. ]]></description> 
					<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 20:35:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Transposição do Rio São Francisco</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/346255</link> 
                    <description><![CDATA[TRANSPOSIÇÃO-UMA ANÁLISE CARTESIANA<br />
Manoel Bomfim Ribeiro<br />
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SÍNTESE:<br />
Este trabalho mostra o quadro real da Transposição, como tudo ocorreu desde o inicio e as razões subterrâneas que levam à execução desta mega-obra que, em nada, resolverá os problemas hídrico do Semi-Árido brasileiro. Esta região já possui um grande manancial de água construído pela tenacidade do homem do Nordeste. É um grande cubo de 37 quilômetros cúbicos de água armazenados nos milhares de reservatórios espalhados por todos os quadrantes do Semi-Árido.Falta apenas uma grande e potente rede de adutoras para levar esta água a todos os recantos desta grande região.Esta rede já começou, faltando tão somente dotações e recursos para o aceleramento das obras.Estas adutoras independem do canal da Transposição porque as águas já estão acumuladas nos seus reservatórios<br />
<br />
Foi no ano de 1820 que D. João VI, recebendo informações históricas das secas arrasadoras do século XVIII, mais precisamente da grande seca de 1777/1779, imaginou soluções para amenizar o sofrimento das populações do Nordeste brasileiro. Rios e riachos intermitentes, Jaguaribe, Piranhas, Açu, Potí, Pirangí Acaraú, Curu, Vasa Barris, Navio, tantos e tantos outros se assoberbavam com as chuvas hibernais, indômitos e avassaladores, despejando, totalmente, suas águas no Atlântico e não acumulando nenhuma reserva para os meses subseqüentes. Para mitigar a sede das populações que aumentavam a cada ano, fazia-se necessário que estes rios fossem perenizados. Foi fácil para D.João VI imaginar, com os poucos dados de que dispunha, perenizá-los com as águas do fabuloso São Francisco, um rio imenso, sem nenhum aproveitamento, navegação incipiente e já coleando o próprio Semi-Árido. Fácil construir um canal por gravidade, sem pensar na topografia e nas diferenças de cotas, um verdadeiro Ovo de Colombo. O Governo Imperial não falava em açudes, nem poços tubulares, coisas lá do mundo oriental. Alguns fazendeiros, entretanto, premidos pelas necessidades, foram tentando juntar água, construindo barreiros e açudes aleatoriamente na base da pura imaginação e de acordo com as condições locais, sem nenhum plano executivo, mas os seus efeitos foram tão prodigiosos para as populações circundantes que estes foram se multiplicando e, ao alvorecer do século XX, houve uma verdadeira correria da sociedade sertaneja para construir açudes nas suas propriedades. Os grandes fazendeiros, representantes do feudalismo rural, com mão de obra fácil e disponível, começaram a aproveitar o rendilhado dos riachos intermitentes, tão comum em todo o relevo do Nordeste. Escolhiam, por intuição, as ombreiras mais propicias para a construção artesanal dos reservatórios e transportavam os materiais para barrar a passagem do riacho, utilizando-se de 2, 3 ou 4 couros crus de boi, emendados uns aos outros e arrastados por uma junta, também, de boi, gradativamente, iam elevando o paramento da barragem com boa largura, geralmente super-dimensionada. Região de pecuária, com o couro fazia-se tudo, portas, janelas, cadeiras, tamboretes, camas, etc, Foi a Civilização do Couro, de que nos fala Capistrano de Abreu.. Os pequenos criadores procuravam imitar, nos seus sítios e fazendolas, as represas que viam nas grandes propriedades. Construíam barreiros, aguadas, algibes, tudo sem nenhum planejamento, mas que juntava água. Aprenderam também que o Sol era uma grande bomba de sucção, secando as aguadas com muita rapidez. O jeito era afundar mais a bacia do barreiro, isto é, dar mais profundidade á obra, uma maneira intuitiva de salvar um pouco de água sobre os danosos efeitos da evaporação.<br />
<br />
AÇUDES- SUAS FUNÇÕES<br />
Quando a sociedade ruralista se convenceu da importância do açude como grande solução, retardando a viagem das águas para o mar, sentindo os seus efeitos benéficos nas suas propriedades, salvando o gado apesar das grandes estiagens e cada fazendeiro assistindo os benefícios no seu vizinho, houve uma verdadeira nucleação na construção destes reservatórios. Um grande envolvimento surgiu nos diversos setores da sociedade, nos órgãos oficiais, prefeituras, governos de estado, governo federal, particulares, todo mundo. O pool era construir açudes. Surgiram as firmas empreiteiras e no principio o trabalho era manual, na padiola, no bangüê, tropas de jumentos equipados com caixotes transportando materiais para a construção dos paramentos. A compactação do maciço era feito com os pés do próprio animal. Trabalho árduo, demorado mas constante. Depois e gradativamente os empreiteiros foram se mecanizando com caminhões e tratores de lâminas. Mais tarde surgiram as moto-screpers, motoniveladoras, touna-pool, pé de carneiro, etc., firmas já totalmente mecanizadas. Os açudes iam surgindo da noite para o dia, as técnicas construtivas melhoravam a cada nova obra. Equipes de técnicos vasculhavam o sertão pesquisando as pequenas bacias hidrográficas, os riachos sazonais e intermitentes, determinando locais propícios e com boas ombreiras para a construção de açudes. Não era de boa gente quem não tivesse um bom açude. Theófilo Guerra, profundo conhecedor do Semi-Árido, dizia: "No sertão vale mais deixar à família um bom açude do que um rico e belo palácio". Surgiram os açudes de Cooperação que consistia numa participação entre o governo e o proprietário da terra. Foi uma grande ajuda ao fazendeiro minimizando, sensivelmente, os terríveis efeitos das secas. E os reservatórios se multiplicaram e o Semi-Árido foi sendo pontilhado de pequenos, médios e grandes pólos hídricos.<br />
A sociedade sertaneja acreditou, convictamente, no açude e pressionou, com o exemplo no campo, o que o Governo devia fazer. Cada açude construído era uma benesse, era uma salvação. Naquele século em que a vegetação nativa ainda dominava os campos, o gado era criado na solta e um bom açude era uma grande proteção para a vida na fazenda. Os políticos, representantes naturais da sociedade, por sua vez, exigiam ações práticas do Governo para a construção de reservatórios.<br />
Por determinação do Governo Imperial os engenheiros da Corte foram requisitados, vieram outros de Portugal e os levantamentos técnicos começaram a ser elaborados com estudos topográficos, projetos em pranchetas, dimensionamentos de volume e cálculos de estabilidade. A tecnologia na construção de açudes se aprimorou, cálculos de índices de evaporação, centenas de pluviômetros instalados determinando os níveis de precipitação, estudos de geologia para a seleção dos materiais mais argilosos para uso nas paredes das obras, estudos de infiltração e retenção das águas no solo, "run-of", isto é, o índice de escoamento das águas de superfície nos talvegues dos riachos.<br />
Deixamos a Civilização do Couro e entramos na Civilização do Açude.<br />
Em fevereiro de 1878 uma Comissão criada pelo Governo excursionou por alguns estados do Nordeste, principalmente pelo estado do Ceará e elaborou um minucioso relatório recomendando:<br />
a) A construção de ferrovias, o único meio de transporte terrestre da época. Não se falava em rodovias, não existia.<br />
b) A construção de 30 açudes, tendo cada um a capacidade de acumular um milhão de metros cúbicos de água.<br />
c) Instalação de estações meteorológicas<br />
d) A construção de um canal para ligar o rio São Francisco ao rio Jaguaribe<br />
<br />
<br />
PERÍODO DOS GRANDES AÇUDES<br />
<br />
Os técnicos, á medida que dominaram os procedimentos construtivos, criaram uma verdadeira emulação para a execução de grandes açudes, procurando competir com os maiores de mundo. Em 1936 foi construído o açudes Coremas, logo mais o Mãe d'Agua, no estado da Paraíba, interligados entre si por um túnel de 15 km, totalizando 1,4 bilhão de metros cúbicos de água. Somente o Coremas com 720 milhões de m³ tornou-se o maior açude do continente Sul-Americano.<br />
No ano de 1960 foi a vez do Orós no Ceará, interceptando o rio Jaguaribe, no Governo JK, considerado o maior rio seco do Mundo. Este açude acumula 2,5 bilhões de metros cúbicos, mas com a válvula dispersora pode acumular 4 bilhões. Maior açude do Mundo.<br />
No ano de 1983, o ministro Mário Andreazza, o pai das grandes obras, construiu , no Açu, Rio Grande do Norte, o açude Eng. Armando Ribeiro Gonçalves, com capacidade de 2,4 bilhões de m³, tornando-se o 2º maior açude do Mundo.<br />
Em 2003 foi concluído e inaugurado o açude Castanhão no rio Jaguaribe, inaugurado pelo presidente Lula e, disparado, o maior açude do Mundo, acumulando 6,7 bilhões de m³, volume equivalente a quase 3 vezes a Baia da Guanabara e 44 vezes o Paranoá, o grande lago de Brasília que ameniza a umidade atmosférica da Capital da Republica. O Castanhão, orgulho da engenharia hidráulica nacional, pode ser visto da lua e se um dia fossem distribuídas suas águas através sistemas de adutoras. atenderia toda a população do estado do Ceará. A vazão total do Vale é de 43,5m³/s.(100% de garantia) Numa méga e hipotética distribuição de águas, o Castanhão atenderia a população dos 3 estados que gritam pela Transposição, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba e ainda sobraria muita água. Os canais teriam uma quilometragem bem menor que os da Transposição.<br />
E foi assim, nesta grande corrida construtiva, que chegamos, ao final do século XX, com o fantástico número de 70.000 açudes(LARAQUE 1989) espacialmente espalhados por todos os quadrantes do Semi-Árido brasileiro. Deste, cerca de 60% são anuais, não suportam dois anos sem novas chuvas, não podem estruturar uma propriedade. São pequenas obras construídas no braço. Cerca de 20% são plurianuais, suportando as secas normais e não as excepcionais. Os restantes 20%, em torno de 14 a 15.000 açudes são inter-anuais suportando as grandes travessias estivais, não secam jamais, apesar das grandes secas que ocorrem a cada 26anos(senóide de Fourier). São os grandes açudes, com rigoroso aprimoramento técnico e acumulando cerca de 80% das águas existentes no Semi-Árido, algo em torno de 30 bilhões de m³. Alguns, com hidrelétricas montadas e muitos outros com projetos de irrigação. Na maioria são ociosos, grandes espelhos evaporativos, "verdadeiros cemitérios de água"de que nos fala o economista paraibano e ex ministro Maílson da Nóbrega, pouco aproveitados, sofrem os drásticos efeitos da evaporação, mas , anualmente se recuperam total ou parcialmente.<br />
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A TRANSPOSIÇÃO<br />
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A idéia, entretanto, de levar águas do São Francisco para o Nordeste já estava implantada na cabeça dos homens. Nada melhor do que ver todos os rios perenizados. Os políticos, na sua grande maioria desejavam, lutavam e lutam pela Transposição levados mais pelo simples desejo, mas quase sempre sem nenhum embasamento técnico.<br />
D. João VI teve a inocente idéia de levar a água por gravidade.<br />
Em 1847 foi a vez do Intendente do Crato levar o problema á Corte Imperial. A construção de açudes estava começando. Em 1830 a Regência Trina autorizou e construiu o açude Velho, excelente obra, no coração de Campina Grande. Até hoje la´ está ele prestando seus serviços á comunidade.<br />
Em 1856 o Governo autorizou os primeiros estudos da Transposição. Em 1906 foi concluído o açude do Cedro no rio Sitiá, afluente do Banabuiu do sistema Jaguaribe, acumulando 120.000.000 de m³ de água. Na grande seca de 1915 este açude salvou milhares de vida oferecendo aos flagelados cerca de 270 toneladas de peixes. Tudo isto mostra a importância dos açudes.<br />
No ano de 1912 o IFOCS fez os estudos preliminares da Transposição, mas em 1913 o eng. Arrojado Lisboa faz uma palestra no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro se antepondo á obra. Foi quando a construção de açudes mais ganhou corpo. Em 1934 o IFOCS já tinha construído 114 grandes açudes acumulando mais de 1 bilhão de m³. Observa-se que em 1878 o Governo Imperial autorizou a construção de 30 açudes com capacidade de apenas 1 milhão cada, totalizando 30 milhões acumulados. Já estávamos bem na frente.<br />
Em 1981, o ministro Andreazza quis fazer a Transposição, chegando a instalar um canteiro de obras em Rajadas, Petrolina-PE. Conhecido pela audácia de executar grandes obras como a Ponte Rio-Niteroi (engenharia civil, concreto) e a Transamazônica (engenharia rodoviária), faria a Transposição (engenharia hidráulica) naquele período discricionário, sem um grito de protesto. Faltou recursos, foi a chance perdida da Transposição. Transposição agora nunca mais. Exatamente no ano de 1981 O DNOCS já tinha construído 263 obras de açudagem acumulando 12 bilhões de m³, todas bem projetadas e com elevado índice de segurança.<br />
Em 1994, o Ministério da Integração Regional (ministro Aloísio Alves) fez um arranco querendo levar, a qualquer preço, 300m³/s do rio São Francisco para o Nordeste Setentrional. Seria um outro rio amplamente navegável, bem mais que o Tâmisa em descarga, o maior rio da Inglaterra.. O Tamisa tem 346 km de comprimento. O canal do Aloísio teria quase 1000 km, 3 vezes mais extenso. Perdeu-se pelo seu hiperbolismo. Neste mesmo ano de 94 a Secretaria da Presidência da Republica autorizou à Sudene avaliar as reais necessidade de recursos hídricos para o Nordeste. Nesta avaliação, o PLIRHINE (Plano de Aproveitamento Integrado dos Recursos Hídricos do Nordeste) concluiu que o Semi-Árido necessitará, em 2020, de um consumo de água de 8 bilhões de m³/ano para atender a todos os seus usos múltiplos, abastecimento humano, dessedentação animal, industria, agroindústria e irrigação. Dentro do PLIRHINE existiu o Programa de Fortalecimento da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste que programou em 1994 mais 71 novos açudes a serem construídos nas 4 unidades: Ceará 50, R.G. Norte 3,Paraíba 7 e Pernambuco 11, acrescentando mais 12 bilhões de m³ ao já existente. Neste ano de 94 O DNOCS já havia construído 296 açudes acumulando 17 bilhões de m³ de água e mais 622 açudes em regime de cooperação, acumulando mais 2 bilhões de m³, totalizando já 19 bilhões de m³, volume muito além das reais necessidades do Semi-Árido brasileiro.<br />
No ano de 2001, uma consulta ao BIRD feita pelo Ministério da Integração Nacional sobre empréstimo para a Transposição, recebeu uma resposta negativa, aconselhando aquele banco que se fizesse primeiro o aproveitamento das águas já existentes no Semi-Árido. Um bolo de palmatória. Por esta razão esta mega obra não possui recursos externos.<br />
A partir de 2004 é a história que conhecemos. Houve muita discrepância de projeto quanto aos volumes a transportar. De 300m³/s mudaram para 260, 145 127, 64, 26, e por aí vão. Uma total incerteza do que pretendem, uma falta de análise aprofundada. O mais recente é transportar 64m³/ mas a estrutura concebida e projetada é para 127m³/s, ou seja 2,1 bilhões de m³/ano. Vale lembrar que numa só noite chuvosa, com precipitação de 70 mm num terço do Semi-Árido (300.000 km²) desabam sobre esta superfície exatamente 2,1 bilhões de m³ de água, o volume que querem levar com tanto trabalho e despesas. Isto é realidade, não é sofisma. No meu livro, recentemente publicado A POTENCIALIDADE DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO, detalhamos os caminhos das águas que irão ser transportadas pelos canais. Irão ser despejadas em 8 açudes que já detêm 13 bilhões de m³ de água nos seus bojos. O total, entretanto, que o Semi-Árido já acumula é de 37 bilhões de m³ de água, que, segundo o Governo, não resolveram o problema hídrico da região. Agora, entretanto, vai ser resolvido com 2,1 bilhões. Tenham a santa paciência! Isto é uma afronta aos técnicos do País, uma total falta de respeito aos engenheiros do Brasil. Até o leigo, até o analfabeto não entende porque 2,10 bilhões de m³ vão abastecer 12 milhões de habitantes e os 37 bilhões não abastecem. Ridículo.<br />
Fala-se na sinergia, uma soma de forças concorrentes para otimizar aproveitamentos, no caso os recursos hídricos em questão. Isto quer dizer que toda a água dos açudes pode ser consumida porque vem mais. Ocorre que o acréscimo vindo da Transposição não cobre nem a evaporação dos açudes em questão. Para se ter uma idéia , se os 2,10 bilhões fossem totalmente direcionados só para o Castanhão, apenas compensaria a evaporação deste mega açude que é, igualmente, de 2,10 bilhões de m³/ano. Nada mais, esta é a Transposição.<br />
Não fizemos nenhuma abordagem sobre as águas subterrâneas do Semi-Árido que ocupam um grande maciço sedimentar de 30% da sua superfície. São 135 bilhões de m³ de água armazenados no seio da terra e, ainda, quase nada explorados. Haja água!<br />
<br />
OBRAS INCONCLUSAS<br />
<br />
Uma nova mega-obra, a Transposição, se desenha nos céus do Nordeste brasileiro. É oportuno fazer um retrospecto das inúmeras outras obras que foram iniciadas para benefício desta grande região e, logo após, simplesmente, abandonadas, inconclusas e sem ter culpados. São geralmente abandonadas pelos desígnios de Deus e nunca pela culpa dos governantes. Não há culpados a responder e assim vai o nosso Semi-Árido, na sua imensa grandeza, sendo visto pelo Governo apenas como um incômodo á sua administração. A arrancada inicial é sempre explosiva e hiperbólica, um grande banho de esperanças mil sobre os sertanejos desiludidos. Nós, matutos, já vemos tudo com natural desconfiança. Em seguida, logo mais, os recursos orçamentários são contingenciados, as obras interrompidas e o Governo bate em retirada sem nenhuma cerimônia Novas prioridades surgem, aqueloutras são esquecidas. Não precisamos chegar ás gerações futuras para vê-las abandonadas, a coisa é rápida e tudo ocorre dentro da nossa própria geração. Os fracassos são crônicos, sucessivos e acumulativos.<br />
Para se ter uma real dimensão deste descalabro administrativo vamos aos fatos, que escandalizariam a qualquer governante de um país europeu.<br />
Relacionamos abaixo 21 obras inconclusas e abandonadas no Nordeste, mas o número é bem superior, vejamos.<br />
Estado do Piauí<br />
Tabuleiros Litorâneos - Projeto de Irrigação de 7.244 há. Teve inicio em 1987<br />
Platô de Guadalupe - Projeto de Irrigação de 13817 há<br />
Vale do Gurguéia - Projeto de Irrigação de 12.000 há<br />
Açude Petrônio Portela-Adutora do Garrincha (Abastecimento)<br />
Açude do Genipapo - Adutoras (Abastecimento)<br />
Adutora do Estreito<br />
Adutora do Sudeste-1999<br />
Barragem do Rangel-1998<br />
Barragem dos Piaus-2002<br />
Barragem do Castelo-1988<br />
Adutora do Algodão<br />
Estado do Ceará<br />
Baixo Acaraú -Projeto de Irrigação-5.950 há<br />
Tabuleiro de Russas-2ª etapa-Projeto de Irrigação 10.666 há<br />
Araras Norte-2ª etapa Projeto de Irrigação 1649 há<br />
Jaguaribe-Apodí-2ª etapa Projeto de Irrigação 2.500 há<br />
Barragem do Cedro - Projeto de Irrigação 2350 há (Ano 1906)<br />
Barragem do Castanhão -Projeto de Irrigação 43.000 há-Abastecer Fortaleza e mais 10 cidades.-Geração de energia- 3.800 T/ano de pescado.<br />
Barragem Paulo Pessoa Projeto de Irrigação- 3.500 há (1991)<br />
Barragem do Taquara<br />
Barragem do Granja-45 anos-Iniciado em 1962<br />
Barragem Trussu- Iguatu<br />
Barragem Aurora-Rio Salgado<br />
Estado de Pernambuco<br />
Barragem Serra Talhada- Projeto de Irrigação -5.000 há<br />
Adutora do Oeste-Abastecimento de 43 localidades-230.000 hab-.721 km partindo do rio São Francisco.<br />
Adutora Jucazinho - Abastecimento de Caruaru e mais 18 cidades-700.000 hab.Parte do açude Antonio Gouveia<br />
Adutora do Agreste<br />
Projeto Itaparica -Irrigação -20.000 há- Reassentamento 30.000 hab.margem do rio-20 anos<br />
Orocó- Canal de Irrigação e Abastecimento<br />
Barragem Umburanas em Boa Vista-(amontoado de concreto)<br />
Açude do Rosário- Mun. de Iguaraci -Irrigação<br />
Moxotó -Perímetro Irrigado- Açude Poço da Cruz -Ibimirim -Salinizado (1976)<br />
Custódia- Antigos canais de Irrigação<br />
Adutora do Pajeú -(com tomada em Itaparica)<br />
Pontal-Projeto de Irrigação 10.000 há em Petrolina<br />
ESTADO DA PARAÍBA<br />
Canal da Redenção-37 km -Projeto de Irrigação Várzea do Sousa- 5.000 ha- Iniciado em 1998 a partir de Coremas.Forte questão política<br />
Projeto de Irrigação São Gonçalo de 3.000 há só implantou 1.500 há<br />
<br />
CONCLUSÃO<br />
<br />
Este é o quadro geral das obras abandonadas e inconclusas no Nordeste brasileiro, uma vergonha e uma afronta á sociedade nordestina que grita por obras estruturais para o seu desenvolvimento pleno. Se os projetos de irrigação estivessem concluídos teríamos mais 300.000 hectares irrigados gerando quase dois milhões de empregos e produzindo cerca de 15 milhões de toneladas de produtos agrícolas por ano, uma grande riqueza para a nossa região. Além do mais estes 300.000 hectares são uma geratriz de grande efeito multiplicador. Surgem cidades, vilas, escolas profissionalizantes, universidades, hotéis, indústrias, comércio especializado, supermercados e tudo mais que exige uma nucleação popular.<br />
A indústria das secas é um fato inerente á vida política da região nordestina tendo como carro chefe o pipa a desfilar pelos nossos sertões sequiosos, onde o chefe político exerce o seu poder sobre a água. Esta indústria vem num crescendo constante com obras de todos os tamanhos, açudes, canais, adutoras, irrigação, obras inconclusas.<br />
Agora é a vez da Transposição, obra inócua e desprovida de significado, pois que o Nordeste setentrional, penhoradamente, agradece e dispensa as águas do rio São Francisco, por total e absoluta falta de necessidade, uma vez que já acumula, somente nos 8 grandes açudes, 13 bilhões de metros cúbicos de água, (5 vezes e meia a baia da Guanabara), exatamente os 8 açudes plurianuais que irão receber os magros 2 bilhões/m³ anuais (127m³/s) aduzidos do canal da Transposição. A evaporação anual dos 13 bilhões é da ordem de 4 bilhões, o dobro da água que vai chegar do rio. Uma irrisão.<br />
Mais ainda, os 3 estados mais ávidos por mais água, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará já acumulam nos seus imensos reservatórios 26 bilhões de metros cúbicos, 70%das águas reservadas no Semi-Árido brasileiro, 11 vezes as águas da baia da Guanabara. Pela vulnerabilidade deste grande Projeto, numa análise cartesiana, somos levados a pensar que ele não resistirá a uma travessia administrativa e pode morrer na praia.<br />
Até mesmo o Coordenador Geral da Transposição, Rômulo Macedo, ilustre e ilustrado engenheiro, receia que, faltando continuidade administrativa como soe acontecer, esta obra se transforme numa Transamazônica (ISTO È nº 1964), que, como todos sabem, é uma vergonha nacional.<br />
Os dados apresentados aqui são reais, são verdadeiras e nem podiam deixar de ser. Os técnicos sabem e conhecem, mas são áulicos do Governo. O então governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda já dizia: "O técnico é um profissional fundamental para o desenvolvimento de um país, mas se torna de alta periculosidade quando está a serviço do Governo, porque deixa de defender soluções para aplaudir posições".<br />
Ainda é tempo para reflexões, afim de que esta obra, em breve, não venha a ser o grande Complexo Industrial das Secas e se transforme no grande elefante do reino de Sião, ou seja o maior elefante branco da América do Sul<br />
<br />
Artigo publicado no CADERNO CEAS 227, Especial Rio São Francisco, Dezembro 2007]]></description> 
					<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 23:58:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Biocombustiveis</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/345319</link> 
                    <description><![CDATA[Projeções<br />
<br />
Existe, realmente, uma euforia por parte do governo brasileiro em relação à produção de biocombustíveis no país. Esse fato é visto como uma oportunidade de atrair investimentos, criar empregos, gerar renda e dividendos para o país.<br />
O plano do governo é que a produção atinja 85 bilhões de litros para que o consumo de etanol substitua 5% do consumo de gasolina no mundo.<br />
Essa possibilidade foi visualizada devido à conhecida procura por combustíveis limpos para substituir os derivados do petróleo.<br />
<br />
Entraves<br />
<br />
 O biodiesel e o etanol são considerados limpos, pois a parcela de gás carbônico lançada na atmosfera, quando queimados, são absorvidos pelas plantas no seu processo de crescimento. No entanto, o gás carbônico não é produzido apenas no processo de queima do combustível, faz parte do trato convencional da cana, a queima, aumentando sua produtividade e facilitando a sua colheita manual[1] , sem falar nos resíduos da produção desse combustível, o vinhoto, que pode ser utilizado como fertilizante, mas pode causar danos principalmente ligados a água, mais precisamente a lençóis freáticos. O que torna esse tipo de energia não tão limpa como os seus defensores a definem.<br />
Além disso, o avanço da cultura da cana-de-açúcar pode causar uma redução na produção de alimentos no país, por ser mais lucrativo a sua produção nas áreas onde eram cultivados os alimentos ou por deslocar essas produções para mais distante dos consumidores, tendo que ser transportadas por uma distancia maior, encarecendo ou por escassez ou pela agregação do custo de transporte.Dificultando que pessoas mais pobres possam consumir alimentos básicos para o seu sustento aumentando o problema da fome.<br />
O terceiro argumento contra a expansão do cultivo de cana é o desmatamento direto e indireto das áreas de vegetação nativa. <br />
O desmatamento é direto quando a cultura da cana substitui uma floresta, o que se constata em muitos estados da Amazônia legal.<br />
O indireto acontece pelo aumento da especulação da terra elevando seu preço, fazendo com que seja vantajoso para fazendeiros venderem suas terras e se deslocar para outras áreas, transferindo suas atividades (gado, cereais, etc) para regiões de vegetação nativa.<br />
<br />
Solução?<br />
<br />
Apesar de tantos pontos negativos vejo os biocombustiveis como uma boa iniciativa. Porém não vejo a cana-de-açúcar como a melhor opção para a sua produção. No Brasil temos outras variedades de plantas que podem ser usadas para a fabricação desse produto e que podem conviver com outras culturas sem causar tantos impactos como a cana. Um exemplo disso são o Dendê e a palmeira de Babaçu, que são plantas oleaginosas, ou seja, que se pode produzir óleo de seus frutos, do qual pode ser feitos os biocombustivel. Como foi dito anteriormente essas espécies podem ser cultivadas associadas com outras, ou seja, não é preciso terminar com a cultura já existente para que aja produção do óleo, não havendo a necessidade de transferir a cultura para outras áreas provocando novos desmatamentos ou terminar com culturas de subsistência como o feijão, funcionando como um complemento de renda para àquelas pessoas. Até mesmo o gado pode conviver com esse cultivo já que não ocupa a totalidade do terreno. Assim pode-se assegurar a produção de alimentos e evitar o desmatamento de novas áreas com uma arma que a natureza se ocupou em construir: Biodiversidade!<br />
<br />
Desafio<br />
<br />
Uma questão paradoxal se apresenta nesse contexto de produção de biocombustivel. O Brasil quer se tornar um grande exportador de energia, porém tem enfrentado uma grave crise nesse setor podendo passar por dificuldade de abastecimento de energia devido a falta de investimento em infra-estrutura no setor energético. Infelizmente a produção de energia no Brasil segue o caráter exógeno da economia brasileira, ou seja, continua produzindo para atender as necessidades de outras nações que pertencem ao centro da economia mundial como fazia quando era colônia de Portugal, esquecendo-se de suas próprias necessidades. Quando nos livraremos dessa mentalidade de província subserviente?    <br />
<br />
<br />
           <br />
[1]Apesar das condições de trabalho impostas pelos donos de canaviais aos seus empregados, o uso de mão-de-obra humana ao invés de maquinário representa geração de renda para trabalhadores rurais, que dependem desse tipo de trabalho para sobreviver, por falta de qualificação profissional para ocupar outro posto de trabalho. A diferença de condições trabalhistas entre o trabalhador rural e o urbano é uma questão delicada no Brasil, que deveria entrar na discussão sobre biocombustiveis. ]]></description> 
					<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 11:23:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Notícias</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/343703</link> 
                    <description><![CDATA[Com o avanço das tecnologias de comunicação, como a Internet, a interação entre pessoas está mais fácil. Por isso hoje vemos e participamos do processo de aprofundamento dessa interação através da formação de redes de pessoas que não pertencem à mesma cidade, estado, país ou região. Uma prova disso é o próprio TIG.<br />
<br />
Utilizando essas ferramentas podemos difundir noticias locais tornando-as globais. Com esse objetivo gostaria de disponibilizar nesse blog noticias sobre o meio ambiente do Brasil e da America Latina que chegam até mim, através das redes que participo, a saber REJUMA, Tunzalist, rejumabahia e youth earth chapter. Essas são  as fontes das notícias que serão postadas aqui.<br />
<br />
Vamos começar com notícias brasileiras:<br />
<br />
- Ministra Marina Silva quer implementação das propostas da CNMA(www.mma.gov.br/cnma/conferencia)<br />
- Marina visita exposição sobre Inovações em Embalagens<br />
- Marina apresenta ações prioritárias do MMA(Ministerio do Meio Ambiente, www.mma.gov.br/) para 2008 em plenária do Conama(Conselho Nacional de Meio Ambiente, www.mma.gov.br/conama)<br />
- Nota <br />
<br />
 Ministra quer implementação das propostas da CNMA(Conferência Nacional de Meio Ambiente) <br />
 <br />
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, abriu ontem (11/03) a III Conferência Distrital do Meio Ambiente - a preparatória brasiliense para a III Conferência Nacional que acontecerá em maio - destacando que o encontro deste ano tem o desafio de transformar os debates entre ambientalistas de todos os segmentos sociais e dirigentes dos órgãos ambientais dos municípios, estados e da União, em recomendações que possam ser efetivamente implementadas pelo poder público e praticadas pela sociedade.<br />
"Temos o papel de fazer com que as novas propostas não se constituam apenas numa lista de reivindicações, mas que sejam capazes de dialogar com os processos que já estão acontecendo nas práticas dos governos estaduais, municipais e federal e, principalmente, na agenda da sociedade em seus variados segmentos: da sociedade civil às empresas, das empresas às sociedades locais", conclamou a ministra.<br />
Marina Silva destacou que o próprio tema da III Conferência - Mudanças Climáticas - entrou definitivamente na agenda global e, conseqüentemente, nas agendas dos estados nacionais, exigindo um conjunto de ações que precisam ser levadas a cabo para mitigar os impactos que causam o aquecimento do planeta. "Temos que mudar nossas práticas insustentáveis e transformá-las em atitudes sustentáveis. Temos que fazer agora".<br />
Ela lembrou que se os países ricos são, historicamente, responsáveis por uma maior quantidade de emissão de carbono, os pobres, mesmo sem o mesmo desenvolvimento econômico e social, também já possuem grande participação na emissão de gases de efeito estufa. <br />
<br />
 Marina visita exposição sobre Inovações em Embalagens<br />
 <br />
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, percorreu na tarde de ontem (12), no Pátio Brasil Shopping, em Brasília, todos os estandes da exposição Boas Práticas e Inovações em Embalagens. A feira - que marca o lançamento da campanha Consumo Consciente de Embalagem, do Ministério do Meio Ambiente - pretende levar o consumidor a refletir sobre os muitos invólucros que consome no dia-a-dia, instigando-o a prestigiar empresas preocupadas com o meio ambiente e a demandar do mercado que novas alternativas e soluções sejam empregadas em larga escala.<br />
"Acredito que a mudança de cultura já está acontecendo" , disse a ministra, entusiasmada com as iniciativas e soluções apresentadas por diversas empresas nos 12 estandes da feira.<br />
No MMA, a campanha envolve o Departamento de Economia e Meio Ambiente, o Departamento de Ambiente Urbano e o Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria, além de contar com parceiros do governo, da sociedade civil e do setor privado. Em comum, cinco idéias básicas: que se evite embalagens desnecessárias; que se dê preferência a produtos com embalagens retornáveis ou refis; que se utilize sacolas retornáveis; que se reutilize embalagens sempre que possível; e que se encaminhe embalagens sem utilidade para a reciclagem. <br />
<br />
 Marina apresenta ações prioritárias do MMA para 2008 em plenária do Conama <br />
 <br />
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, abriu, na manhã desta terça-feira (11), a 89ª Reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a primeira realizada em 2008. A ministra aproveitou a oportunidade para apresentar aos integrantes do conselho as prioridades do ministério para este ano na agenda de estímulo ao desenvolvimento sustentável. "O País entendeu que precisa se desenvolver, mas também precisa preservar o meio ambiente. Estamos tentando imprimir uma nova narrativa para nossas práticas econômicas em todos os setores", destacou Marina Silva.<br />
Segundo a ministra, estão entre as prioridades do ministério o reforço ao Plano de Combate ao Desmatamento com a participação mais efetiva da força tarefa que está atuando prioritariamente em 36 municípios brasileiros.<br />
Marina destacou, ainda, como prioridades do MMA, a atenção ao processo de mudanças climáticas, ao programa de Revitalização do Rio São Francisco, à questão do saneamento ambiental urbano, ao licenciamento ambiental e à consolidação do processo de reestruturação do MMA. "É preciso lembrar que os planos prioritários se desdobram em inúmeros outros. Estamos focando naqueles que se vislumbram novos desafios sem prejuízo daqueles que estão em curso", disse.<br />
<br />
 Nota  <br />
Águas Subterrâneas - O Conama aprovou, no primeiro dia da 89ª Reunião Ordinária, a proposta de resolução que dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas. Também foi aprovada uma proposta de recomendação para que o MMA trabalhe um decreto regulamentando a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) sobre a gestão compartilhada de UCs com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). A plenária de hoje terá início às 9h. O local é o auditório nº 1 do edifício sede do Ibama, no Setor de Clubes Esportivos Norte, trecho 2.]]></description> 
					<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 15:28:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Projeto Agenda 21 nas escolas públicas de Salvador</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/339585</link> 
                    <description><![CDATA[Após a ECO 92, o mundo todo conheceu uma nova ferramenta de planejamento de ações, a Agenda 21.<br />
<br />
Utilizando a Oficina dos Sonhos como metodologia, que consiste na construção da Árvore dos Sonhos(reunião dos sonhos, planos coletivos ideais), Pedras do Caminho(as dificuldades que atrapalham a conquista dos sonhos) e por fim a formulação de um plano de ações em conjunto para se tentar alcançar a situação idealizada coletivamente.<br />
<br />
Todas as nações do mundo foram convidadas a construir sua própria agenda. No Brasil, desde 2002, existe tanto uma agenda a nível nacional quanto em outras estâncias até chegar a agendas locais em bairros.<br />
<br />
Em 2003, aconteceu a I Conferencia Nacional do Meio Ambiente na versão jovem e adulto. Na versão jovem surge a deliberação da criação dos coletivos jovens para o meio ambiente, que consiste, numa rede jovens unidos para monitorar políticas públicas para o meio ambiente e para jovens. Foi criado um coletivo jovem em cada capital do país, sendo Pegada jovem o coletivo jovem da Bahia.<br />
<br />
Em 2007, foi aprovado um projeto do CJ da Bahia pela SMEC, Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Salvador, que consiste na criação de COM-VIDAS, Comissão de Qualidade de Vida, que seria responsável pela criação da Agenda 21 da escola, também uma deliberação da carta dos jovens na conferencia de 2003. Esse projeto está sendo executado desde setembro com alunos de 5ª à 8ª série de escolas públicas de Salvador.<br />
<br />
O principal desafio quebrar a barreira do sistema de ensino vigente, que se caracteriza por ser hierárquico, compartimentalizado, vendo as disciplinas escolares como independentes, sem nenhuma conexão e trazer uma visão holística de mundo e a implementação da transversalidade da educação ambiental e interdisciplinaridade do aprendizado.<br />
<br />
Outro desafio é mostrar aos jovens que eles podem ter protagonistas de ações dentro da escola e que eles tem que participar das tomadas de decisões no que se refere a eles próprios, sua comunidade e sua escola, porque eles são participantes e são diretamente atingidos pelas decisões tomadas por suas lideranças e não apenas observadores isentos e livres de qualquer influencia externa.      <br />
]]></description> 
					<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 23:43:00 EST</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Apresentação</title> 
                    <link>http://nunoalencar.tigblog.org/post/339583</link> 
                    <description><![CDATA[Pretendo que esse espaço seja usado para aumentar a rede de informações sobre atividades e iniciativas que são postas em prática e que não teriamos acesso de outro modo se não por esta maneira.<br />
<br />
Espero também sempre atualisar as informações contidas nesse espaço para ajudar a quem lê e a eu mesmo a entender melhor essas iniciativas.<br />
<br />
obrigado]]></description> 
					<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 23:38:00 EST</pubDate> 
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